“Inovar não é mais opção, é obrigação”, afirma especialista Destaque

Escrito por  Jun 19, 2019

“Tecnologia e processos de produção são os fatores que regem atualmente a inovação, tanto na indústria quanto no agronegócio”. A afirmação é do professor da Fundação Instituto de Administração (FIA) e especialista em gestão da inovação, Gustavo Di Risio, que abordou o tema “Como transformar ideias inovadoras em oportunidades de negócios”, em palestra realizada na terça-feira (11/6) na Sociedade Nacional de Agricultura (SNA).

Para Di Risio, que acumula experiência de dez anos em gestão estratégica, sustentabilidade e inclusão social na área de fruticultura orgânica na Chapada Diamantina (BA), “inovar não é uma opção para empresas já estabelecidas. É uma obrigação para que não haja perda de mercado”.

No caso do agro, o professor da FIA e CEO da startup Angel Education disse que “inserir tecnologia e inovações técnicas e de procedimento nos processos tradicionais de produção melhora a escala, diminui custos e favorece o melhor aproveitamento dos solos e dos ciclos”.

Em sua palestra, Di Risio falou sobre ideias inovadoras, startups, fatores que transformam ideias em negócios, desenvolvimento de novos produtos com Design Thinking, entre outros assuntos.

Foco no cliente

“Não basta ter boas ideias para o mercado. Ideia por si só não vale um real. É preciso fazê-la acontecer”, afirmou o executivo.

Segundo ele, antes da elaboração de um plano de negócios para posterior captação de investimento e desenvolvimento de determinado produto, é preciso conhecer as necessidades do cliente. “O que ele precisa? Qual o nicho de mercado? A partir desses dados, é possível desenvolver um produto para esse cliente”, explicou Di Risio.

“O cliente é o centro de tudo. Mas ele muda (seus hábitos) e as empresas precisam se reinventar. Aquelas que estão consolidadas mas não se reinventam, vão sumir”, alertou o especialista. “Por isso, é importante ter, dentro das empresas, uma pegada empreendedora”, acrescentou, mencionando casos de algumas empresas que foram afetadas por não se adaptarem às mudanças dos clientes.

Por outro lado, Di Risio citou exemplos de bancos ‘inteligentes’ que reúnem processos pautados pela tecnologia para oferecer praticidade aos clientes, como forma de evitar a burocracia e dificuldades para a realização de operações financeiras.

Mapeamento

Ao destacar a importância do entendimento das necessidades do cliente, o executivo citou o Design Thinking como valiosa metodologia para a geração de ideias, que utiliza aspectos relacionados à percepção do relacionamento e do interesse humano. O objetivo, segundo Di Risio, é estruturar a criação de ideias para se chegar à inovação.

“A partir da verificação de um problema, posso experimentar aquilo que o cliente necessita, de forma lúdica, para saber se essa necessidade existe”.

Em resumo, pontuou o especialista, “é um mapeamento do lado humano, sentimental e racional do cliente, que se baseia no princípio de que uma ideia precisa ser desejada, tecnicamente possível e financeiramente viável, para que resulte em solução”.

Nesse contexto, o Design Thinking, explicou Di Risio, engloba cinco etapas: o conhecimento do cliente (modos, anseios, etc.) para criar empatia; a descoberta do problema; a idealização da solução para esse problema; a elaboração de um protótipo para a realização de testes e o alcance de uma solução.

A partir daí, continuou o executivo, chega-se ao desenvolvimento de um produto mínimo,composto por linhas básicas que possam garantir sua funcionalidade e atestar se irá resolver o problema do cliente. “Precisa ser suficiente”, resumiu Di Risio. “Posteriormente serão adicionados detalhes e outras funcionalidades”.

Startups

Ao final da palestra, o professor da FIA abordou o conceito de startup como “organização temporária em busca de um modelo de negócio repetível (com capacidade de replicar sua oferta várias vezes), escalável (pode ser vendido para uma quantidade mínima ou máxima de clientes) e lucrativo (com garantia de gerar valor dentro de uma estrutura)”.

Para Di Risio, o surgimento das startups favoreceram a criação de novos perfis profissionais que atuam em seu meio, como por exemplo os hipsters – pessoas encarregadas das áreas de criação, design, comunicação visual, branding, entre outras.

“Empreender é uma jornada. Para isso precisamos, além de talento, educação”, finalizou o especialista.

A palestra do executivo foi preparatória para o curso “Gestão Estratégica de Negócios – Inovação e Empreendedorismo”. A SNA, por meio de parceria, está apoiando a realização de cursos da FIA no Rio de Janeiro.

SNA

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