Mais de 75% das indústrias desenvolvem algum tipo de economia circular no País Destaque

Escrito por  Set 27, 2019

Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 76,4% das indústrias brasileiras desenvolvem algum tipo de economia circular, modalidade que engloba ações que visam ao aumento da vida útil de produtos e materiais a partir do uso mais eficiente de recursos naturais.

Segundo o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, parte da indústria brasileira já tem adotado práticas como o reuso de água, reciclagem de materiais e logística reversa. Ele vê, no entanto, que ainda há muito potencial a ser explorado no uso eficiente de recursos naturais.

“Esse é o caminho para a inserção do país na economia de baixo carbono. Para isso, é imprescindível que haja uma ação articulada entre iniciativa privada, governo, academia e sociedade no sentido de criar novas formas de produzir e consumir”, salienta Andrade.

Diferentemente do modelo tradicional, que envolve a produção, consumo e descarte, a economia circular preconiza o ciclo do compartilhamento, manutenção, reutilização, remanufatura e reciclagem de materiais e produtos.
Motivações

Utilizando amostras de 1.261 empresas industriais escolhidas de forma aleatória, 75,9% dos entrevistados relatam que a razão, para adotar a economia circular, foi reduzir os custos. Já 47,3% disseram que são motivados pela busca por maior eficiência operacional. Em seguida, aparece a oportunidade de novos negócios (22,6%).

Segundo o estudo da Confederação Nacional da Indústria, 60% das indústrias entendem que as práticas de economia circular podem contribuir para a geração de empregos na própria empresa ou na cadeia produtiva do setor.

A pesquisa, no entanto, aponta que 73% consideram que a transição para esse tipo de economia deva ser uma responsabilidade compartilhada entre governos, consumidores e iniciativa privada.

“No Brasil, para que lógica circular se realize será necessário maior investimento em educação e inovação. Em um primeiro momento, as empresas terão de investir, mas, em uma etapa seguinte, será possível diminuir custos operacionais por meio de processos mais eficientes e voltados para o reaproveitamento de resíduos e utilização de bens reciclados”, diz Marcelo Thomé, presidente do Conselho de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI.
Fonte: Agência Brasil/EBC

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