Se as mudanças foram drásticas para o milho, na soja as correções praticamente não apareceram e os números da safra nova ficaram inalterados. A produção dos EUA 2019/20 ainda foi mantida em 112.94 milhões de toneladas, com produtividade de 55,48 sacas por hectare.

Mais uma vez o mercado volta seus olhares para as negociações entre China e Estados Unidos. Em paralelo, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará seu relatório de oferta e demanda, que pode mexer com as cotações. Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana. As dicas são do analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Gutierrez:

A expansão da área com soja em São Paulo fez com que a cultura seja a principal no plantio da safra 2017/2018 no estado. Segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, a área com a oleaginosa alcançou 958,5 mil hectares, superando a lavoura de milho primeira e segunda safra, que totalizaram 904,4 mil hectares.

O trabalho das instituições de pesquisas segue focado nas boas práticas e no solo para garantir que as plantas de soja nas principais regiões produtoras do país possam passar por momentos de adversidades climáticas como os que foram registrados nesta safra.

"A safra brasileira deverá ficar entre 110 e 115 milhões de toneladas", disse o presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Braz Pereira ao Notícias Agrícolas nesta sexta-feira (4). Segundo explicou, as áreas mais preocupantes são o Paraná, o Mato Grosso do Sul, além da situação que começa a se agravar no Centro-Oeste e no Matopiba, onde as chuvas se mostram limitadas, mal distribuídas e de baixo volume.

O ano de 2018 foi muito positivo para o agro negócio brasileiro, em especial no que diz respeito as exportações de soja. O principal motivador desse sucesso foi a guerra comercial entre a China e os Estados Unidos que elevou a demanda pelos produtos brasileiros.

“O Brasil é um grande exportador de soja. Como aconteceu esse problema com os chineses que taxaram as importações americanas, evidentemente, o Brasil teve a primazia de exportar mais para a China. Já exportava e muito e exportou mais ainda. No início do ano existia a previsão de exportar 72 milhões de toneladas e vamos exportar no fechamento do ano 82,5 milhões”, diz Sérgio Mendes, diretor geral da Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais).

Os preços da soja voltaram a subir de forma expressiva no mercado brasileiro, especialmente nos portos do país, com a disparada dos futuros da oleaginosa na Bolsa de Chicago no pregão desta quinta-feira (16). Os ganhos passaram de 3% - com as principais posições subindo quase 30 pontos - e levando o novembro/18 aos US$ 8,96 por bushel.

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