Hirata com os doutores Maia, Rodrigues e Ana Cláudia Hirata com os doutores Maia, Rodrigues e Ana Cláudia Foto: Divulgação

Cor da tela para sombra interfere na produção de hortaliças Destaque

Escrito por  Jul 30, 2022

Na busca de respostas fisiológicas da rúcula ao cultivo sob telas fotoconversoras no inverno e no verão, o engenheiro agrônomo Edson Kiyoharu Hirata constatou modificações distintas no ambiente em relação às duas estações. Porém, não houve alteração significativa no processo fotossintético em relação às diferentes cores de telas e nem na densidade das telas epidérmicas. Todavia, a cor do material de sombreamento interferiu na produção.

Conforme Hirata, as telas sempre ajudam. “São melhores que nada”, diz e deixa o conselho ao produtor: “se for instalar, instale uma que ajude a aumentar a produção”. A de cor vermelha apresentou aumento de produção no inverno e a alumínio no verão. “A preta vai bem no inverno, mas no verão produz pouco. A tela azul não é recomendada para hortaliças, por produzir uma planta menor. A tela azul é própria para viveiro de frutas”, comenta, levando em conta o seu experimento.

Edson Kiyoharu Hirata durante a defesa de sua dissertação

Na pesquisa científica, desenvolvida junto ao mestrado em Agronomia da Unoeste, a opção pela rúcula decorreu do fato de ser semeada ao longo do ano em várias regiões do Brasil, apesar de produzir melhor em temperaturas amenas. “Em áreas tropicais, o uso de telas coloridas de diferentes níveis de sombreamento modificam a intensidade da radiação solar e o espectro de luz que incide nas culturas também altera a temperatura do ambiente”, pontua.

Hirata conta que o objetivo da pesquisa foi avaliar as respostas fisiológicas da rúcula sob telas fotoconversoras no inverno e verão e o impacto dessa tecnologia na produtividade e anatomia da cultura, na região de Presidente Prudente (SP) que é de clima tropical. O experimento foi conduzido a campo no delineamento em blocos ao acaso com quatro repetições. A rúcula foi cultivada em canteiros cobertos na parte superior e laterais por telas vermelha, azul, preta, Aluminet e o grupo testemunha a pleno sol.

Foram feitas avaliações de curva de resposta à luz, fluorescência da clorofila, teor de clorofila, epiderme adaxial e abaxial, parênquima paliçádico e esponjoso, densidade estomática e de venação. Também ocorreu a avaliação de biomassa fresca e seca. “Os resultados evidenciam que as telas fotoconversoras modificam o ambiente distintamente no inverno e no varão, porém não provocam alteração significativa no processo fotossintético das planas nas diferentes cores de tela e épocas estudadas, assim como na densidade das células epidérmicas”, diz.

Banca examinadora: doutores Ana Cláudia, Maia e Rodrigues

“Em todos os experimentos a espessura do parênquima esponjoso foi superior ao paliçádico no verão, ocorrendo o inverso no inverno. As modificações na intensidade e espectro de luz e da temperatura proporcionaram desempenho superior da tela vermelha, com maiores valores de altura e área foliar no inverno e das telas de Aluminet no verão”, conta Hirata que foi orientado pelo Dr. Gustavo Maia Souza e avaliado nesta quinta-feira (26) pelos doutores Ana Cláudia Pacheco Santos e João Domingos Rodrigues, da Unesp em Botucatu. Hirata foi aprovado para receber o título de mestre em Agronomia, outorgado pela Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação da Unoeste.

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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